A morte da adolescente Pamela Lins, de 15 anos, chocou o Paraná e ganhou novos desdobramentos durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, o pai adotivo da jovem, Adenir Rodrigues da Silva, de 36 anos, teria sido o responsável pelo estrangulamento da filha. O corpo da adolescente foi encontrado sob uma ponte com sinais de violência, enquanto o homem chegou a registrar um boletim de ocorrência informando o suposto desaparecimento da jovem.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a versão apresentada por Adenir não era compatível com a linha do tempo dos fatos. Testemunhas relataram que o corpo de Pamela já havia sido localizado no mesmo dia em que ele afirmava que a adolescente havia desaparecido.
Investigação também apura atuação da companheira
Após o velório da adolescente, Adenir foi encontrado gravemente ferido por um disparo na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois no hospital.
A investigação também passou a apurar a conduta da companheira do suspeito. Segundo a polícia, ela foi flagrada queimando cordas e manuscritos pertencentes à adolescente, materiais que poderiam ter importância para o inquérito. A mulher foi presa em flagrante, e os investigadores trabalham para esclarecer se ela teve participação no crime ou apenas tentou eliminar possíveis provas.
Caso continua como alerta
As investigações também revelaram que Pamela havia passado por casas de familiares e instituições de acolhimento após mudanças na estrutura familiar. A polícia segue reunindo provas para esclarecer completamente o caso.
O crime ocorreu em janeiro de 2025 e permanece como um dos episódios mais marcantes daquele período. Relembrar casos como esse é importante para refletir sobre os erros do passado e fortalecer medidas que possam evitar novas tragédias no futuro.